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Domingo, 30 de Março de 2008

Revoltas!

"Fonix"!!!

Quer dizer, como se já não basta-se tudo o que já aguentei daquele verme, que um dia se instalou na minha vida, pelos vistos, para mal dos meus pecados, tenho que andar a engolir sapos o resto dos meu dias! É este o meu destino!

Então, depois de montes de tempo para me mentalizar para fazer a vontade ao meu pai, que nos deixou de repente, mas não sem antes, ter deixado bem clara a vontade de oferecer o computador á netinha, lá me resolvi, e então lá fomos as duas tratar disso.

Muito bem lá ouvimos as informações que o rapazito nos deu, mais ou menos fiquei na mesma, as isso não interessa nada, interessa é que lá voltamos para casa, desembrulhamos tudo, contivemos o que tivemos a conter, uma vêz que no meio da alegria que poderíamos ter é inevitável não haver o sentimento de tristeza por ele já não estar cá para ver essa dita alegria da neta, mas enfim tentámos então passar por cima disso e depois...depois é que são elas!

Abro o dito "brinquedo" (como dizia ele), e que lindo tenho 3 cd's para instalar, mais uma data de perguntas não sei das quantas que não percebo nada, resumindo, graças á minha santa ignorância nesta coisa, e antes de fazer alguma asneira, resolvi estar quietinha e ver se arranjava alguém que me ajuda-se.

Claro que nestas alturas ninguém tá disponível, a pirralha não quer esperar, eu ainda tento de todas as maneiras quando oiço:

- Oh mãe, mas o pai sabe fazer isto tudo, vou falar com ele!!!

Engole!!!

Pior ainda, como a minha sorte já se sabe qual é, sua excelência tem uma placa que não dá para uzar a net no computador, então lá me liga a rapariga a dizer que só dava se fôr lá em casa, uma vêz que de manhã, tiveram lá os senhores da tvcabo a instalar  a tv + a netcabo, e eu que não estava em casa, lá engulo o segundo sapo, e lhe digo para então lá irem, não sem ficar de novo pussessa mas enfim!

Passado um bocado novamente a filhota ao telefone, então a dizer que os senhores não activaram o serviço, de modo que, ainda não há net, de modo que, o sr, doutor depois de ter já ligado para lá, e de lhe terem informado que então demoraria cerca de 4/5 horas para ficar activo, não pode então fazer mais nada, e tem que voltar depois!

Bonito mesmo! Terceiro sapo!

Lá fica a miúda o resto da tarde sózinha em casa, porque prefere ficar a ver o Diney Chanel, do que a companhia do pai, eu que tava descançada tinha saído, estava na na expo salão, mais para gastar tempo com a minha mãe e o meu padrasto, e não cosegui chegar logo, pois isso não dependia de mim, de maneira que lá eu me encho outra vêz de nervos, mais ainda com aqueles dois incompetentes, que tinham mais que obrigação de me terem avisado que para activar o serviço tinha que ter ligado para lá, pois como é óbvio (parece-me a mim), se uma pessoa está a instalar as coisas pela primeira vêz , inclusive até tiveram que fazer uma puxada do telefone e essas coisas todas, não era eu que ia advinhar que tinha que ligar né???

Resumindo, então á pala daqueles parvalhões, hoje ando para aqui eu, fugitiva da minha própria casa, para poder lá ir "sua excelência-técnico de serviço", pois por motivos que ainda nem descrevi aqui nos meus desabafos por serem tão baixos que para já nem me quero lembrar deles ao ponto de os estar a descrever, mas está completamente fora de questão, simplesmente cruzar-me com tal aberração, muito menos estar no mesmo espaço, pior ainda sendo esse espaço a minha casa, local onde já de tudo se passou, onde tão magoada já fui, onde tão desrespeitada já me senti, onde tantas lágrimas já chorei, onde tanto desespero já me consumiu,...por ele!

Não, não é possivel, não é possível imaginar-me a olhar para a cara dele, repugna-me até só de me lembrar dos seus gestos, traços, olhar, enquanto tudo o que fazia, dizia, era falso, era cínismo ou puro egoísmo!

Não é possível pensar nele...

Só espero, que ele resolva de uma vêz o que tem a fazer com a miúda, e só faço isto porque claro está, é por ela, mas muito me custa, custa-me de uma maneira revoltante, que é o que eu sinto em relaçao a esta minha história, que durante 15 anos se arrastou, com tentativas sempre falhadas, com a tortura de ter que ter chegado a um limite onde nada mais se consegue aproveitar, nem simplesmente sequer um dirigir de palavra!

É triste, convivermos tantos anos com uma pessoa, e chegarmos á conclusão que não a conhecemos, porque essa pessoa nunca se deixou conhecer, nunca foi transparente, e no fundo eu sabia, eu sentia isso, porquê que não consegui nunca me libertar disto, desta cobra que me envenenou a vida, que me transformou nesta pessoa amargurada, triste, desvalorizada para mim própria, e agora solitária, e sem experança de sentir novamente o amor...o amor, que tanta falta me fáz, que tanto dele preciso para viver, para não sentir esta solidão que me derruba sem dó nem piedade...

 

 

 

 

sinto-me:
música: Anjos: Porquê?

publicado por coisasdecoracao às 18:41

link do post | favorito

De João Cordeiro a 31 de Março de 2008 às 17:59
Também faz aqui falta a presença masculina ;-)
Coisadocoração, ganhou um livro, coisasdecoração perdeu as estribeiras...
Assim, vou deixar-te um pedacinho de um texto do livro que a minha amiga coisasdocoração ganhou...

Fugir de ti. Escapar do que me rodeia... evadir-me de mim próprio.
Hoje estava capaz de me ir embora: pegar nas chaves do carro sem motivo algum (as chaves estão sempre no móvel de entrada), descer as escadas até à rua, ligar o motor, ver a escuridão das traseiras com aquela lâmpada de aviso, que se liga ao passar, subir a rampa devagar (para não acordar ninguém) e, ao chegar à rua, virar à esquerda, para baixo, ou à direita, para cima.
Tanto faz, acelerar o mais depressa possível, até queimando uns semáforos, se necessário, na direcção da auto-estrada, sem ligar aos painéis que indicam as localidades, os desvios e as distâncias, sem uma ideia na cabeça, sem qualquer destino, sem mais nada que esta pressa de me ir embora, de colocar entre este eu e o mim que lá estava há pouco, a maior distância possível, esquecer-me do meu nome, dos nomes da minha família, dos meus amigos, do livro que não cheguei a acabar de ler.
Parar num desses restaurantes das chamadas áreas de serviço e comer sozinho, sem olhar para nada nem para ninguém, sem ver nada nem ninguém nem sequer aquelas crianças que correm aos gritos, entre as mesas, ameaçando cair ou partir qualquer coisa pelo meio. Acelerar de novo, com as mãos firmes no volante.
Estava mesmo capaz de me ir embora, hoje. As paredes da casa parecem estar a encolher, a apertar-se, tudo me parece cada vez menor, inútil e estranho. Metia todo o dinheiro espalhado lá em casa no bolso, deixava a carteira, os documentos, os sinais de quem sou.
Assim, se me perguntarem quem sou e o que faço? Posso sempre responder que não sou ninguém e que não tenho profissão.
Sou apenas, um homem sentado num restaurante de uma área de serviço, a mastigar calado sem ver nada nem ninguém. Talvez, para além do dinheiro espalhado lá por casa, leve também o livro que não cheguei a acabar de ler.
Poderia lê-lo, talvez, enquanto mastigava. Se calhar, mais um ou outro livro, daqueles que se relêem sempre. Que às vezes nos apetece ter ali, ao pé de nós, como um amigo sempre mudo, que nunca nos critica e nos compreende sempre.
Hoje estava capaz de me ir embora. Sem dar nas vistas, sem espalhafato, sem conversas, sem explicações, sem sequer aquela passagem fugaz pelo espelho a ver se está tudo no sítio: a pele lisa a barba bem-feita, as calças e o casaco sem ponta de rugas, tal como a minha pele.(...)

Beijinho e... sê feliz sff


De coisasdecoracao a 1 de Abril de 2008 às 00:03
Olá novo amigo João Cordeiro, por incrível que pareça é bem verdade que de facto não tinha ainda por aqui essa tal presença masculina. Certo é que não foi de propósito, acredita que não estou assim tão desiludida que não queira sequer ter amigOs!
Na verdade, como deves ter reparado,ando por aqui á pouco tempo, e como também o tempo disponível também não é muito, torna as coisas mais difíceis, se bem que agora já tenho a net instalada, e sempre dá para dar por aqui um saltinho á noite.
De maneira que deixa-me dizer-te, que já tinha visto ou tomado atenção ao teu blog, precisamente no blog da coisasdocoracao e como adoro ler coisas bonitas, (até tomei nota do nome do livro que ela citou) já tinha vontade de ir lá "invadir um pouquinho a tua propriedade", e só não fui mesmo por falta de tempo.
Quero agradecer sinceramente tanto a palavra amiga como o pedacinho do texto, que me tocou, se bem que como já deves ter percebido, tudo neste momento me toca acho que umas dez vezes mais, mas adoro ler e deixar-me levar até onde as palavras juntamente com a imaginação me levarem, e só neste bocadinho, durante alguns instantes eu viajei, "evadi-me de mim própria", e quando dei conta estava numa area de serviço qualquer a olhar para alguém tão triste como eu...
Vou lá visitar-te, prometo!
Obrig. bjnhs


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